terça-feira, 10 de julho de 2012

Coma

"...e todas essas más comunicações que o deixaram no frio,
não serve muito de consolo quando você se sente fraco e velho,
mas 'a casa é onde o coração está',
então há histórias outra contar,
não, você não precisa de um médico,
nem ninguém para curar sua alma.
Ponha sua vida em submissão, ponha sua vida nos trilhos,
mas ninguém puxou o gatilho,
eles apenas se afastaram,
eles já estarão há um longo tempo submersos enquanto você os olha e acena.
Mas eles estarão ligando pela manhã, eles estarão pendurados no telefone,
eles estarão esperando por uma resposta sendo que sabem que não há ninguém em casa
e até a campainha parar de tocar, eles estarão se culpando.
Há sempre grandes avisos, há sempre mensagens subliminares,
mas nós poderíamos tê-los visto eles chegando,
mas nós os demos tempo demais.
E quando você diz que ninguém está ouvindo quando seu melhor amigo derruba uma moeda,
as vezes ficamos tão cansados de esperar por uma maneira de gastar nosso tempo.
E é tão fácil ser social, é tão fácil ser legal,
é tão fácil ser faminto quando ninguém tem merda nenhuma a perder.
E eu gostaria de te ajudar, naquilo em que deseja encontrar,
mas eu ainda estou esperando aqui fora assistindo reviravoltas em minha vida.
Quando você encontra o ponto de retorno talvez ainda leve algum tempo,
pra curar as memórias quebradas que algum outro homem necessitaria apenas pra sobreviver..."

domingo, 29 de janeiro de 2012

Família...

Sinceramente, eu não sou a melhor pessoa a falar sobre famíçlia. Ainda mais por que eu já fiz muita coisa errada que desagradou poucos e muitos do mesmo jeito que eles fizeram coisas que não foram a meu favor. Mas recentemente, me aconteceu uma coisa muito engraçada.
Nesse reveillon (01-01-2012), eu tive a maior das epifanias de todas que eu já presenciei da minha pessoa. Após passar por duas festas em roças de famílias de primos meus, me peguei sentado conversando na casa da minha tia com um primo específico (que sabe valorizar muito a presença dos convidados à mesa), vulgo José Henrique, que me disse a seguinte frase: "Quantas pessoas estão hoje fazendo igual eu e você, sentado na casa de parente bebendo uma cerveja ou simplesmente trocando uma idéia do que é a vida por simples e pura espontânea vontade?"
E isso, eu te juro, ficou gravado na minha cabeça com tanta força, que eu não parei de pensar nisso até hoje (dia 29-01-2012)  e continua fazendo o mesmo impacto que teve da primeira vez que a frase passou pelos meus ouvidos.
Pessoas, do que nós precisamos? Nada mais que a companhia dos entes queridos, não necessariamente parentes ou familiares que não nos dão a opção de escolher, mas sim amigos próximos que consideramos como irmãos e que daríamos tudo para passar momentos preciosos e banais com eles.
Hoje mesmo, eu fui no show do tal Diogo Nogueira, e após o acontecido, ficamos conversando na cozinha da minha tia sobre esses tais acontecimentos. Sinceramente, eu contive lágrimas ao relatar para o meu tio e meu primo o quanto aquelas palavras reveladas no ano novo, falaram comigo. Pode parecer exagero da minha partem, ou simplesmente querer aumentar pouca coisa, mas a conversa tida aquele dia não se baseou somente no fato de valorizar a família e sim valorizar o que te querer ser mais forte e feliz.
É uma sensação estranha, hoje eu fiquei mais íntimo de pessoas que eu imaginei que nunca fosse conhecer a fundo ou trocar uma idéia em dias cotidianos. Mas, para variar, fui surpreendido pelo destino novamente (ohhh, ele sabe como falar bonito!...btw, sou foda mesmo...aehuiheaiuhea).
E o mais engraçado disso tudo, é que...ao falar para o meu primo que as palavras dele me fizeram abrir completamente meus olhos, a resposta dele foi a seguinte: "Olha André, se você escutou mesmo o que eu falei, eu já ganhei o meu semestre...". Para mim, o que isso quer dizer? Que minha família não busca nenhuma recompensa física do que a minha, sua presença significa para eles...eles simplesmente só querem conviver na nossa companhia. E queira Deus, e queira muito mesmo, que isso dure eternamente baseado na boa vontade desses familiares e acompanhantes alheios, que estejamos sempre juntos, por que a primeira lição que eu aprendi esse ano, é a seguinte: "Amigos são a família que nos permitiram escolher à dedo, mas a própria família...se bem usufruída, são os amigos merecidos que nos foram dados por Deus, ao qual nos foram ditos para viver em paz e provar o contrário dos que pensam que 'família só serve para dar dor de cabeça'".
No mais, vou encerrando esse post e no mínimo eu tenho a obrigação moral (além de ser minha grande vontade) de agradecer ao meu primo Zé Henrique por começar meu ano da melhor maneira possível e me abri os olhos para uma coisa simples que quase ninguém compartilha da mesma opnião.
Obrigado, Zé...Você é um primo que eu nunca pedi a Deus, mas que mesmo não merecendo, ele me deu. De coração, obrigado mesmo.
E para os meus amigos e queridos leitores, aquele abraços e beijo...e que logo logo eu esteja postando alguma coisa aqui de novo, por que eu garanto para vocês, eu me animei muito com os novos acontecimentos desse ano. E é claro que eu não posso de agradecer ao meu bom Deus que, mesmo nessa época turbulenta, continua nos guiando pelos caminhos seguros...
Abraços moçada!
Tenham um bom domingo e uma ótima semana!

Post especialmente dedicado ao meu primo Zé Henrique e sua linda família!

"As coisas belas da vida não estão baseadas em suas riquezas, mas sim no valor que damos para simples momentos satisfatórios que nos fazem sorrir com o coração."